sábado, 7 de julho de 2012

Produção, manejo e seleção de fêmeas será destaque em Dia de Campo na cidade de Jarinu, no interior de São Paulo


Cerca de 300 ovinocultores são esperados para o III Dia na Dorper Campo Verde, agendado para o dia 21 de julho, a partir das 8h30, em Jarinu (SP). O evento é uma iniciativa da Dorper Campo Verde, responsável pela maior reserva genética das raças Dorper e White Dorper de linhagem sul-africana do Brasil, com o objetivo de fomentar a organização da cadeia produtiva da carne de cordeiro. O foco dos debates serão as estratégias de produção, manejo e seleção das fêmeas ovinas, os caminhos para se alcançar a tão sonhada produção em escala. 
O engenheiro-agrônomo e gerente da Campo Verde, Carlos Vilhena Vieira, explica que,  nas edições anteriores, muito se falou sobre o mercado, as exigências dos ovinos e o impacto do melhoramento genético na rentabilidade, entretanto, o surgimento de dúvidas é frequente, principalmente sobre o manejo das matrizes, que necessitam de cuidados especiais para se manterem férteis e  longevas por longo período", comenta.

Para isso, a Campo Verde convidou especialistas e também um criador que fez da ovinocultura um negócio muito lucrativo. A zootecnista, consultora e doutoranda em custos de produção Camila Raineri será a primeira palestrante. Com o tema "Manejo de Fêmeas: da Recria ao Parto" ela falará sobre alternativas de manejo e nutrição, redução de problemas de parto e o aproveitamento das ovelhas no rebanho e sua comercialização como matriz. "Ainda é grande a demanda de criadores que, muitas vezes, encontram dificuldade em manejar as borregas no decorrer de seu desenvolvimento, o que pode gerar prejuízo e retardar o crescimento do rebanho", explica. Camila também cria, é proprietária da Paraíso Ovinos, localizada em Leme (SP), onde comercializa fêmeas cruzadas para produção de cordeiros.

Dão sequencia, duas apresentações sobre manejo sanitário. A primeira será do médico- veterinário, PH.D e gerente técnico da MSD Saúde Animal, Sebastião Faria Jr, sobre a saúde no período da cria e sua influência na produção de cordeiros em quantidade e qualidade. Logo em seguida, o também veterinário, Mestre em Produção Animal e gerente técnico da Novartis Saúde Animal, Otaviano Pereira Neto, argumentará sobre verminoses e estratégias de controle em diferentes sistemas produtivos. "É um tema fundamental porque o rebanho é frequentemente atacado por poli-infecções causadas por vermes gastrointestinais, podendo levar os animais a morte", ressalta Lucas Heymeyer, responsável de vendas da Campo Verde.

Encerrando as discussões, Wagner Marchesi, proprietário da Cava Cordeiro, sediada em Jussara (GO), e o médico-veterinário e consultor técnico da propriedade, André Rocha, discorrem sobre a importância do melhoramento genético nas fêmeas destinadas à produção de carne. Inovadora, a Cava Cordeiro faz cria, recria, engorda e desossa na própria fazenda, terceirizando apenas o serviço de abate, realizado em Jussara e Formosa (GO), em abatedouros homologados pelo S.I.E ou S.I.F.

Tal iniciativa requer mais organização e capital, entretanto, o investimento retorna com valor agregado ao produto. A demanda é tão grande que, segundo ele, é preciso trabalhar em parceria, garantindo a compra, o abate e a distribuição dos cortes. Seu plantel gira em torno de 3.000 matrizes e deve se estabilizar em 5.000 nos próximos anos. "Aqui no Centro-Oeste, especialmente na região do Vale do Araguaia, buscamos animais que se adaptem ao clima e ao manejo em condição extensiva. Os cordeiros somente são confinados ao final do ciclo para agregar rendimento de carcaça e qualidade de carne", revela Marchesi.

No período da tarde, após o almoço, a Campo Verde realizará um shopping de reprodutores Dorper e White Dorper, com animais selecionados a partir das Deps (Diferença Esperada nas Progênies) para as características de real interesse econômico, como ganho de peso, precocidade, fertilidade e qualidade da carne. "São animais que vão transmitir mais carcaça aos cruzamentos, e podem gerar ganhos de até 25% no abate, devido à heterose", explica Heymeyer. O evento conta com apoio do CAT e do SEBRAE  e patrocínio de empresas privadas. 

No dia seguinte, 22 de julho, às 21 horas, a cabanha promove, pelo Canal Terraviva, o leilão virtual de 60 ovelhas e 10 carneiros PO (Puros de Origem), distribuídos em lotes duplos e individuais.



Cenário favorável - A criação de ovinos está em alta em todo país, estimulada pela crescente demanda de consumidores  para a carne de cordeiro e a histórica escassez de matéria-prima. Segundo dados do IBGE, o efetivo do rebanho brasileiro gira em torno de 16 milhões cabeças. Seriam necessários 100 milhões de animais para que houvesse produção em escala constante.  Cerca de 80% de toda carne que chega ao Brasil vem de outros países, principalmente do Uruguai, entretanto, suficiente para apenas pouquíssimas praças. Em busca de animais, a indústria passou a trabalhar com margens até três vezes mais altas do que há dois anos, idealizando um cenário que tem atraído grandes investidores e estimulado a expansão ou criação de projetos para a produção em volume e qualidade. "Com um consumo per capita de 700 gramas/ano, que está bem abaixo da média mundial (2 quilos), calcula-se que haja um déficit de 80 mil toneladas/ano, volume que representa apenas 10% do potencial de consumo", conclui o gerente da Dorper Campo Verde, Carlos Vilhena Vieira.

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Leilão virtual coloca em oferta 60 fêmeas e 10 reprodutores Dorper e White Dorper PO

Criadores de ovinos Dorper e White Dorper de Alagoas, Amazonas, Pernambuco, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, bem como os demais estados brasileiros, terão acesso a mais pura genética da linhagem sul-africana durante o Leilão Virtual Matrizes Dorper Campo Verde, agendado para o dia 22 de julho, às 21 horas, pelo Canal Terraviva. Para este evento, a Dorper Campo Verde, de Jarinu (SP), apartou nada menos que 60 ovelhas e 10 carneiros puros de origem, que serão ofertados em lotes duplos e individuais. Um dia antes, 21 de julho, à partir das 8h30, a cabanha promove ainda um dia de campo especial, reunindo produtores em discussões importantes sobre manejo, mercado, genética, nutrição e tecnologias.
Lucas Heymeyer, responsável de vendas da propriedade, explica que este leilão deve gerar uma boa oportunidade de negócios, tendo em vista um mercado promissor e ainda pouco explorado no agronegócio. Segundo ele, há grande demanda para o consumo da carne de cordeiro, cenário condizente com as características das raças Dorper e White Dorper, que foram criadas e selecionadas exclusivamente para essa finalidade.

"A produção nacional é inconsistente e houve redução nas importações, ocasionada por uma série de fatores, como a diminuição dos rebanho nos países fornecedores e questões mercadológicas. O preço do cordeiro no Brasil se mantém em alta, desde de 2010, ciclo que deve perdurar nos próximos anos", comenta. Diz ainda que o momento é promissor para formação de plantel e a comercialização de animais puros, necessários aos cruzamentos que valorizam a produção de uma carne de melhor qualidade.

Empenhada em aumentar a participação desses ovinos no mercado, a cabanha oferece fêmeas prenhes ou como um borrego ao pé, multiplicando o retorno do investimento. Algumas sairão vazias para que o próprio comprador escolha o acasalamento com o reprodutor de sua preferência. A Dorper Campo Verde detém a maior reserva genética da linhagem sul-africana no Brasil e foi quem revelou os principais reprodutores da atualidade, genética presente no remate.
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Guzerá e Gir Villefort ofertam touros e novilhas da melhor qualidade

O empresário e pecuarista mineiro Virgílio Villefort preparou três leilões para este mês, com touros e novilhas Gir Leiteiro e Guzerá PO 


O primeiro será o Leilão Virtual Reprodutores e Novilhas Guzerá Villefort, agendado para o dia 16 de julho, às 21 horas, pelo Canal Rural. Serão vendidos 80 reprodutores e 20 novilhas PO (Puro de Origem) da raça Guzerá. São todos mochados para facilitar o manejo, seguindo com Registro Genealógico Definitivo na ABCZ e exame de DNA. Os machos apresentam andrológico positivo e as fêmeas diagnóstico de gestação.


No dia 22 de julho, a partir das 10 horas da manhã, será a vez do Leilão Virtual Top Leite Reprodutores Gir Villefort ofertar pelo Agrocanal - Mercado do Leite, 50 touros Gir Leiteiro prontos para o serviço a campo.  Dois dias depois, 24 de julho, às 21 horas o  Leilão Top Leite Gir Villefort, pelo Canal Rural, venderá 90 novilhas Gir Leiteiro PO, 2 prenhezes especiais Gir Leiteiro sexadas de fêmea e 02 touros de repasse. 


A seleção Villefort padronizou as condições de pagamento em até 24 parcelas, com 10% de desconto à vista e 5% de desconto em 14 parcelas. Frete grátis em condições especiais. (31) 3617-1145 - Guzerá e Gir Villefort


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Artigo: Dorper e White Dorper, opções para rentabilidade na ovinocultura

Por Carlos Vilhena Vieira

Criada pelos colonizadores ingleses na África do Sul, em meados de 1940, a raça Dorper conquistou ovinocultores em todo mundo, principalmente aqui no Brasil, que já conta com um plantel de 40 mil animais registrados. Surgiu após uma década de pesquisas, a partir da necessidade de uma espécie que fosse eficiente na produção de carne e, ao mesmo tempo, resistisse às intempéries regionais, como baixa oferta de alimentos e o clima semidesértico. Os trabalhos se afunilaram com os cruzamentos entre o Blackhead Pérsian, raça nativa tolerante ao calor, com a britânica Dorset Horn, produtora de uma carne de excelente qualidade. Em geral, os produtos meio-sangue apresentavam o corpo branco e a cabeça preta (Dorper), entretanto, em duas ou três gerações, surgiriam animais totalmente brancos, mas com as mesmas características comerciais. Os brancos passaram a ser chamados White Dorper, assim como os borregos oriundos da cruza entre o Dorset Horn e o Van Rooy, outra raça indígena muito semelhante ao Blackhead Persian. 
A única diferença entre ambas é que o White Dorper (os animais brancos) é um pouco mais comprido e possui uma distribuição de gordura mais equânime, enquanto que o Dorper apresenta um pequeno acúmulo na região da calda e no peito, herança do seu ancestral da região. Se tratando de fertilidade, precocidade, ganho de peso, adaptabilidade e velocidade de terminação de carcaça, não há distinção entre eles.A única diferença entre ambas é que o White Dorper (os animais brancos) é um pouco mais comprido e possui uma distribuição de gordura mais equânime, enquanto que o Dorper apresenta um pequeno acúmulo na região da calda e no peito, herança do seu ancestral da região. Se tratando de fertilidade, precocidade, ganho de peso, adaptabilidade e velocidade de terminação de carcaça, não há distinção entre  eles.
Atualmente, estão distribuídos em todos os estados, principalmente no Norte e Nordeste, respondendo por animais que vão cedo para o gancho. O Sudeste vem se destacando como polo de excelência genética e fornecedor de reprodutores comerciais para serviço de campo, enquanto que no Sul, os criadores usam principalmente o White Dorper para agregar valor de carcaça às raças lanadas, com pouco prejuízo na qualidade de lã. Já no Centro-Oeste, onde a ovinocultura encontra as melhores condições para produção em larga escala, sua participação ainda é tímida, mas a perspectiva de crescimento é imensa. Os preços aquecidos para a carne de cordeiro também ajudam a explicar a preferência por estas raças. O consumo per capita, que gira em torno de 700 gramas/habitante/ano, está abaixo da média mundial - 2 quilos -, e há um déficit de 80 mil toneladas/ano, que representa 10% do nosso consumo. Com um rebanho de 16 milhões de ovinos, a produção sequer arranha a demanda e nos mantém dependentes de países como Austrália, Novas Zelândia e Uruguai, esse último nosso principal fornecedor. Cerca de 80% de toda carne que levamos à mesa vem do vizinho com abate controlado, que recentemente passou a direcionar grande parte de sua produção a outros mercados, tornando o produto ainda mais escasso no Brasil. Se de um lado há pouca produção, do outro, surge uma oportunidade de negócio a ser considerada pelos investidores. Hoje, o mercado paga quase o triplo do que pagava pelo quilo de cordeiro há dois anos e esse cenário deve prosseguir. Com melhor margem de renda, aumentaram os investimentos em genética, nutrição e sanidade e começam a surgir projetos audaciosos, alguns com mais de 10 mil ovelhas, um sinal evidente da transformação da ovinocultura. 
Assim como o Angus agrega valor de carcaça ao gado Nelore na bovinocultura de corte, o Dorper e o White Dorper aumentam o rendimento de carcaça, precocidade em ganho de peso, diminuição no tempo de abate e a qualidade da carne das raças ovinas já fixadas. Quem usa animais puros nos cruzamentos consegue abater cordeiros entre os 100 e 150 dias, com até 40 quilos de peso vivo, perfil que garante o tipo de corte ideal. Creio que, em breve, seremos autossuficientes em produção e as raças Dorper e White Dorper desempenharão um papel fundamental nesse processo, pela capacidade de gerar ganhos de até 25% em toda a cadeia de criação até o abate, devido a qualidade da raça e a heterose. Assim como o Angus agrega valor de carcaça ao gado Nelore na bovinocultura de corte, o Dorper e o White Dorper aumentam o rendimento de carcaça, precocidade em ganho de peso, diminuição no tempo de abate e a qualidade da carne das raças ovinas já fixadas. Quem usa animais puros nos cruzamentos consegue abater cordeiros entre os 100 e 150 dias, com até 40 quilos de peso vivo, perfil que garante o tipo de corte ideal. Creio que, em breve, seremos autossuficientes em produção e as raças Dorper e White Dorper desempenharão um papel fundamental nesse processo, pela capacidade de gerar ganhos de até 25% em toda a cadeia de criação até o abate, devido a qualidade da raça e a heterose.
Os primeiros exemplares da raça Dorper chegaram ao Brasil há 20 anos, embriões importados pelo Centro de Pesquisa EMEPA e os nascimentos foram leiloados aos criadores nordestinos. Estes foram cruzados com raças lanadas e semideslanadas e os resultados surpreenderam. A heterose gerou cordeiros que, ainda jovens, apresentam um excelente desempenho de carcaça e, desde então, começaram a surgir projetos especializados na seleção genética. Dorper e White Dorper são, até o momento, as únicas raças no Brasil criadas e selecionadas exclusivamente para produzir carne de alta qualidade.

* Carlos Vilhena Vieira é Engenheiro Agrônomo e gerente da Dorper Campo Verde, de Jarinu (SP). Contato pelo telefone (11) 2626-9491 ou pelo e-mail carlosvilhena@dorpercampoverde.com.br

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