terça-feira, 12 de março de 2013


Cavalo Campolina será destaque em
Esmeraldas, Minas Gerais

Criadores em várias partes do Brasil já confirmaram presença na II Exposição do Cavalo Campolina de Esmeradas, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). O evento ocorre entre os dias 20 e 24 de março e reunirá cerca de 120 animais na pista de julgamento. A programação conta com atrações variadas para a comunidade, como exposições de artesanatos, pássaros ornamentais, orquídeas e uma apresentação do canil da Polícia Militar de Minas Gerais.

"Neste ano, mais que nunca, queremos resgatar pequenos criadores e usuários. Para tanto, em chamariz será a realização de um shopping de animais de seleção e também de lazer. Para comprovar que, além de belo, o Campolina é funcional e cômodo, faremos um enduro equestre, com provas dentro e fora do parque de exposições", afirma Edésio Drumond Abreu, sócio do Núcleo dos Criadores do Cavalo Campolina Grande BH, responsável pela organização.

A disputa na pista será ranqueada pela Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Campolina (ABCCCampolina), o que deve tornar o julgamento muito disputado. A região deve participar em peso pelo papel de destaque que representa na criação. Segundo estimativa da entidade, existem 100 associados e um plantel de aproximadamente 2.000 animais num raio de 50 km. "Só no município de Esmeraldas são 15 criadores e 400 animais, entre potros, éguas, garanhões e castrados de renome nacional. Muitos deles campeões e campeãs em várias mostras”, estima o dirigente.

O Campolina foi introduzindo em Esmeraldas na década de 70, pelos criadores Elvécio Costa e Heitor Lambertucci, dois visionários que abriram mercado na região, ressaltando a beleza e o andamento marchado desse incrível cavalo de sela. Hoje, toda a comunidade reconhece o Campolina como a raça marchadora principal, tanto é que, durante a exposição, um concurso de redação será realizado nas escolas municipais. O tema é "Por que quero ter um cavalo Campolina" e o primeiro colocado será premiado com um tablet. A mostra surgiu de um sonho antigo, que saiu do papel no ano passado, quando conseguimos reunir 90 animais em exposição. O público compareceu em peso e neste ano esperamos um volume maior de visitantes.

"É realmente uma raça na região, tanto que defendemos esforçamos a permanência dessa exposição no calendário oficial da raça. Contamos com grande ajuda da comunidade, através da prefeitura, dos sindicatos e de toda a população, que abraçou o Campolina", conta Renato Tolentino, pres. do núcleo de criadores.

Exposição marca novidades no julgamento
Os julgamentos da raça começam na quinta-feira, dia 20, e vão até do domingo, com a disputa do Grande Campeonato. A comissão de jurados ainda não foi definida, mas novidades serão conferidas pelos criadores participantes. A partir deste mês, a raça passa a ser julgada por seis árbitros, três responsáveis pela morfologia e o restante pelo andamento marchado. Tal iniciativa permitirá uma evolução mais apurada das características desejáveis no Campolina e permitirá ao criador entender quais critérios foram avaliados na pontuação dos animais. Isso porque o voto será individual e será mostrado em telões instalados nas intermediações da pista.

sábado, 9 de março de 2013


Leilão Virtual Top Leite Novilhas Gir Villefort
Em 28 de março (quinta-feira), às 20h15 (horário de Brasília), o Leilão Virtual Top Leite Novilhas Gir Villefort colocará em oferta, pelo AgroCanal, 60 fêmeas, entre novilhas e bezerras Gir Leiteiro PO, e mais 03 touros de repasse. O evento é oficializado pelo Pró-Genética, do Governo de Minas, e será organizado pela Nova Sat Leilões. A promoção é do criatório Guzerá Villefort, que tem na base de seu plantel animais adquiridos nos principais criatórios brasileiros. Essa genética foi amplamente multiplicada a partir de acasalamentos com os melhores reprodutores da atualidade, com a proposta de oferecer ao mercado uma genética moderna e funcional. Haverá facilidade de pagamento e comodidade no frete, que pode ser gratuíto dependendo do local de entrega ou volume de animais adquiridos. Informações: (31) 3627-1145
AGENDE-SE

Leilão Virtual Top Leite Novilhas Gir Villefort
Data: 28 de março 2013 – quinta-feira
Horário: 20:15:00h. (Horário de Brasília)
Oferta: 60 novilhas e Bezerras Gir Leiteiro
Transmissão: Agrocanal
Leiloeira: Nova Sat Leilões

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Pernambuco recebe III Exposição Brasileira do Cavalo Campolina

Começou em 6 de março no Parque de Exposição do Cordeiro, em Recife (PE), a III Exposição Brasileira do Cavalo Campolina, que reúne mais de 200 animais de várias partes do País. A programação prevê a realização de provas de marcha, cavalgadas, julgamentos e também o Leilão Griffe Campolina Brasil, que agendado para sexta-feira, 8 de março, a partir das 19h, com transmissão pelo Canal Terraviva. Compõem a oferta os quatro melhores exemplares de cada tropa dos promotores e convidados, desde animais de passeio e potros de pista a garanhões e éguas.

A exposição é aberta ao público e as expectativas são as melhores possíveis, dado o acelerado crescimento do Campolina na região Nordeste, especialmente em Pernambuco, que tornou-se polo importante de criação. "Trata-se de um animal que agrada não só pela beleza, mas também pelo aspecto funcional. É um marchador de primeira, ideal para passeio e serviço. Sua docilidade vem do berço, é fácil de adestrar e aguenta cavalgadas longas e muito confortáveis. Há seis anos contávamos com apenas dez criadores no Estado, hoje já são mais de quarenta", afirma o criador Ademar Rigueira, presidente da Associação Nordestina dos Criadores de Cavalo Campolina.

Na solenidade de abertura, houve uma apresentação de gala da Cavalaria da Polícia Militar de Pernambuco e também o hasteamento das bandeiras do Brasil, de Pernambuco e do Campolina. São esperados criadores de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Ceará, cada um trazendo seus melhores animais", diz.

Exposição marca novidades no julgamento
Primeiro grande evento no calendário da raça, a Brasileira marca uma nova era nos julgamentos, que agora passam a ser comandados por seis árbitros. Três serão responsáveis pela morfologia e o restante pelo andamento dos animais. "Antes, os julgamentos eram realizados por apenas três juízes e o voto era em consenso, ou seja, eles se interagiam para pontuar os animais. Agora, cada um dará uma nota, mostrada simultaneamente em dois telões instalados na arquibancada", comenta Rigueira.

As avaliações serão divididas em três categorias: a convencional, na qual são premiados os cavalos de melhor andamento, independentemente do tipo de marcha, seja batida ou picada; uma só para marcha picada, característica desejável para o Campolina e um atrativo ao usuário; e o marchador de pelagem pampa, cujo quesito é a majestade.

Fazem parte da bancada arbitrária os juízes Jorge Eduardo Lucena, André Luiz Ferreira Silva, Paulo Renato Pereira Tavares, Paulo Tavares Ribeiro, André Fleury Azevedo Costa e Guilherme Zagnoli de Jesus. Os três primeiros julgarão a morfologia e o restante o andamento. "São quatro mineiros, um paulista e um pernambucano, uma mescla de árbitros experientes e calouros. O pernambucano Jorge Lucena será uma atração à parte, pelo vasto conhecimento que possui sobre a raça. Foi oito vezes juiz da Nacional e certamente é um dos melhores jurados de morfologia no Brasil", elogia Rigueira, ressaltando que esse novo modelo será fundamental à evolução do Campolina e dará um melhor direcionamento ao criador, que passa entender com maior clareza os critérios utilizados na pontuação de seus animais.

INFORMAÇÕES
ABCCCampolina - Ass. Bras. dos Criadores de Cavalo Campolina
Telefone: (31) 3372-7478
E-mail: campolina@campolina.org.br
Site: www.campolina.org.br

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sábado, 23 de fevereiro de 2013


Quinto maior exportador, Rondônia investe mais na qualidade de carne bovina
Estado ainda é carente de boa genética, mas já apresenta avanços na precocidade do rebanho
As exportações brasileiras de carne bovina renderam exatos US$ 5.771.377, com a comercialização de 1,244 milhão de toneladas no ano passado. Com um rebanho superior a 12 milhões de cabeças, entre bovinos e bubalinos, Rondônia ocupa a quinta posição no ranking nacional, ficando atrás do Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso e São Paulo. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), o Estado exportou 92 mil toneladas de carne bovina, crescendo 84% em comparação ao ano anterior, quando 49.949 toneladas foram destinadas ao mercado externo. O faturamento saltou quase na mesma proporção, saindo de US$ 211.695 milhões para US$ 384.420 milhões.
Na visão do economista e pecuarista João Arantes Neto, um dos proprietários da Agropecuária Nova Vida, sediada em Ariquemes (RO), a atividades deu um salto importante na última década, principalmente, em relação ao melhoramento genético do gado e à mudança de comportamento do produtor rural, que passa a investir mais em sanidade, nutrição, melhoramento genético e outras tecnologias. "Antes, Rondônia enfrentava problemas sanitários como as clostridioses e a raiva bovina, e os animais eram muito tardios e com baixo rendimento de carcaça. Isso se explica pelo fato de ser um Estado com abertura recente para a pecuária, a qual hoje se tornou uma de suas principais atividades econômicas, assim como vem ocorrendo com a agricultura", explica.
A-pesar da ascensão, o caminho a ser percorrido parece ser um pouco longo. Rondônia conta com poucos fornecedores de genética bovina qualificada, fator que pode limitar o processo de evolução da atividade pecuária. Mesmo havendo predominância de pequenos e médios pecuaristas, a oferta de animais “melhorados” ainda é restrita, atendendo apenas a uma pequena parcela da demanda.
João Arantes Neto diz que sua propriedade é pioneira na implantação do melhoramento genético em Rondônia e líder na comercialização de touros avaliados, com um plantel equiparável às melhores fazendas brasileiras. Desde 1997 comercializa cerca de 2.000 touros por ano, volume que, segundo ele, parece ser impressionante, mas que apenas “arranha” o potencial do mercado. "Esse cenário, aos poucos, vêm mudando, com o surgimento de fazendas apostando na formação de planteis puros e na seleção genética", explica.
Mesmo com essa carência genética, é fato que a qualidade do rebanho rondoniense evoluiu nos últimos anos. Rogério Couto Lima, gerente de compra de gado do JBS, em Vilhena (RO), grupo com maior presença no Estado, enxerga essa melhora, com base nos abates realizados. "Era comum abatermos uma vacada tardia, de nove ou dez anos. Hoje, já recebemos lotes mais precoces, de dois ou três anos, e uma vacada de até cinco anos, que foi descartada por questões de fertilidade", afirma. O JBS conta com plantas em Ariquemes, Vilhena, Porto Velho, São Miguel do Guaporé e Pimenta Bueno, respondendo por aproximadamente 4.000 abates/dia.
Pecuária rondoniense
Rondônia faz fronteira com os estados do Amazonas, Mato Grosso, Acre e também com a Bolívia. Sua população possui em torno de 1.562.409 habitantes, distribuídos em 52 municípios. Tem no agronegócio a principal fonte de renda, com destaque à pecuária, na qual predomina o gado de corte, que representa 70% do total efetivo.
Tornou-se exportador de carne bovina em 2003, quando conquistou status de área livre de febre aftosa com vacinação e é apontado como terra de grandes oportunidades no agronegócio, pela qualidade do solo, custos de produção mais competitivos, logística e clima diferenciado, pelo curto período de seca. Seus produtos são competitivos e a remuneração pela carne tornou-se mais equilibrada, quase não havendo diferenciação às demais praças.
Segundo apuração da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), baseada em campanhas oficiais de vacinação contra febre aftosa entre os anos de 2007 e 2011, o crescimento da atividade em efetivo praticamente manteve-se estável no período. O número de propriedades rurais com bovídeos saltou de 82.104 para 82.700, enquanto o rebanho efetivo cresceu de 11.012.911 para apenas 12.074.363. "Houve recuo no volume de propriedades, tendência não obervada em 2011 e 2012, que apresentaram discreto aumento, em relação aos anos anteriores", explica Augusto Fernandes Neto, diretor executivo da entidade.
O levantamento aponta também a vocação de Rondônia para a produção em minilatifúndios, onde predominam pequenos rebanhos. Cerca de 2/3 das propriedades com bovídeos concentram 100 reses cada e, em cada dez rebanhos, nove apresentam 300 cabeças ou menos. Oitenta por cento das propriedades são constituídas por terras inferiores a 100 hectares. "Ressalto que esses não são dados estatísticos oficias. Foram calculados por meio de declarações feitas pelos próprios produtores em relação às campanhas de vacinação", esclarece Fernandes Neto.
Somente no ano passado 1.804.768 abates ocorreram nas 16 plantas ativas homologadas pelo SIF (Serviço de Inspeção Federal) e 65.323 em estabelecimentos com SIE (Serviço de Inspeção Estadual). "No total, são 11 frigoríficos exportadores", afirma Tony Tenório, fiscal do Idaron, ressaltando que os abates nos frigoríficos com SIF são aproximados, baseados no número de GTAs (Guia de Trânsito Animal) emitidas.
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


PECUÁRIA DE CORTE
Maior evento da pecuária mundial chega a 13ª edição
Esse é o Megaleilão 10.013 da Estância Bahia, que ocorre em três etapas, assim como no ano passado.
Indicado entre os 100 empreendedores mais influentes do agronegócio brasileiro, Maurício Tonhá, do Grupo Estância Bahia, já preparou tudo para seu tradicional megaleilão de gado, o maior da pecuária mundial. O Megaleilão 10.013 da Estância Baia ocorrerá em três etapas, a começar por Água Boa/ MT, no dia 20 de abril. No dia 12 de maio, o circuito se estende para Britânia/GO, e no dia 18 retorna para Mato Grosso, só que na capital Cuiabá. Os pregões ocorrem a partir das 12h, com transmissão pelo Canal Terraviva.
Como de praxe, a meta é leiloar 10.013 bovinos de cria, recria e engorda em cada uma das etapas, mas a possibilidade de novos recordes não está descartada. Balanço das edições anteriores mostram superações consecutivas, com volume quase quatro vezes maior que o anunciado. "Poderíamos vender até dez vezes mais e, mesmo assim, seria um número insignificante, pelo tamanho e força de nossa pecuária. Se esses recordes ocorreram foi porque cada vez mais pecuaristas decidiram participar dessa história", explica.
No ano passado, por exemplo, a etapa de Água Boa, onde é vendida a maior quantidade, 40.941 foram apregoados em pouco mais de sete horas, 230 a mais que em 2011. Mesmo não havendo recordes individuais, um crescimento é esperado com a extensão do circuito para Britânia/GO. O leilão será promovido no recinto Lago dos Tigres, em parceria com a Associação dos Produtores do Vale do Araguaia (Aprova), formada por mais de 100 pecuaristas. "Novamente essa grande vitrine evidenciará uma das pecuárias mais produtivas e tecnificadas do Brasil", diz Marcelo Marcondes, presidente da entidade.
Como de costume, pela sétima vez, Cuiabá, a capital mato-grossense, encerará a temporada, reunindo animais de aproximadamente 50 fazendas e os principais confinadores do Estado. Na edição de 2012, cerca de 1.500 pecuaristas prestigiaram o evento e mais de 24 mil bois foram negociados, 1.175 a mais que em 2011.
Totalizando todas as etapas, o último circuito recebeu mais de 4.000 pessoas, entre empresários, pecuaristas e políticos. Quase 72 mil animais foram ofertados, movimentando mais de R$ 60 milhões.
História de sucesso – A primeira edição do Mega Leilão aconteceu em 2001, em comemoração aos 10 anos de atividade da Estância Bahia nos leilões rurais. Maurício Tonhá relembra que naquele ano anunciou a realização de um pregão com 10.000 animais, sendo até chamado de “picareta” por um criador. Em resposta, disse: “Se você não acredita, faço questão de fretar um avião para que você possa assistir ao evento. E digo mais, agora não serão dez mil animais e, sim, 10.001”.
O desejo em superar a marca resultou em nada menos que 12.861 animais comercializados e, de lá para cá, os números exponenciais não pararam de crescer. A cada ano um novo recorde surgia e, ao mesmo tempo, aumentava o desejo dos pecuaristas em fazer parte dessa história. Hoje, além de realizar os maiores leilões do planeta, a Estância Bahia detém um moderno sistema de armazenagem de grãos, investe na criação de alevinos, presta serviços na produção e colheita de silagem, . Possui até um programa de TV na grade do Terraviva: a Central de Negócios.
=> Cadastro e Lances: (66) 3468-6600 ou (65) 2121-6700
www.estanchabahia.com.br

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Dorper Campo Verde, destaque na Dinheiro Rural

Na última semana, convidamos a jornalista Darlene Santiago e o fotógrafo Rafael Rupsel, da conceituada  revista Dinheiro Rural, para conhecer os projetos desenvolvidos pela Dorper Campo Verde, em Jarinu (SP), detentora da maior reserva genética das raças Dorper e White Dorper da linhagem sul-africana no Brasil, com mais de 5.000 embriões importados. Foram entrevistados o titular a propriedade, o empresário do ramo imobiliário Luis H. Silveita Pinto, e o gerente, Carlos Vilhena Vieira. Leia a matéria concedida com exclusividade na edição de fevereiro.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013


Gir Villefort oferta novilhas, bezerras e reprodutores Gir Leiteiro PO em leilão virtual
Empresário e conceituado selecionador de gado, Virgílio Villefort não para de surpreender. O ano mal começou, mas ele já traçou seu calendário de eventos em 2013, a começar pelo Leilão Virtual Top Leite Gir Villefort, agendado para 4 de fevereiro, às 20h15 (horário de Brasília), pelo AgroCanal. Para atender a crescente demanda pela raça, apartou 60 fêmeas, entre bezerras e novilhas, e mais 05 reprodutores de repasse.
O acesso à boa genética é uma característica marcante dos leilões Villefort, além de facilidades no pagamento, descontos especiais e comodidade no frete. Seu programa de seleção contempla animais adquiridos nos principais plantéis brasileiros, genética multiplicada a partir de acasalamentos dirigidos com os melhores reprodutores da atualidade, visando a produção de contemporâneos extremamente funcionais na criação extensiva.
SERVIÇO
Leilão Virtual Top Leite Novilhas e Reprodutores Gir Villefort
Data: 04 de fevereiro (segunda-feira)
Horário: 20h15
Em oferta: 60 fêmeas Gir Leiteiro PO, entre bezerras e novilhas, e 05 touros Gir Leiteiro PO para repasse
Transmissão: AgroCanal
Leiloeira: Nova Sat Leilões

Informações sobre formas de pagamentos, linhagens dos animais ou condições para acesso ao frete podem ser conferidas pelos telefone (31) 36271145.
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A saga do Senepol do Brasil


Este mês, janeiro, finalizamos um prazeroso trabalho para a Agropecuária Nova Vida, de Ariquemes (RO), que deixou sob nossa responsabilidade a missão de contar a história do gado Senepol no País. Depois de horas de relatos de Ricardo Arantes e João Arantes Neto, filhos do visionário pecuarista João Arantes Júnior, fundador da empresa,  descobrimos várias curiosidades que nunca foram antes contadas, como os contratempos no processo de importação dos primeiros animais, na escolha dos planteis e até mesmo quando o governo americano fez vista grossa para conseguir um avião para transportar os animais. Leia na íntegra,  acessando nosso arquivo digital:

http://www.youblisher.com/p/542587-FAZENDA-NOVA-VIDA-A-HISTORIA-DE-UM-PIONEIRO



"O melhoramento genético do rebanho só depende de você"
* Por Ricardo Arantes

Entre janeiro e dezembro de 2012,  as exportações de carne bovina renderam US$ 5.77 bilhões, com a comercialização de 1,224 milhão de toneladas. É um excelente desempenho e, ao mesmo tempo, reflete nossa competência na produção. Mas os números exponenciais não nos eximem da responsabilidade em investir um pouco mais na genética do plantel, que tanto contribui para esse cenário. Foi graças a ela que conseguimos reduzir o ciclo de abate de seis para três anos, dois ou até menos - em alguns casos específicos.

Estima-se que cerca de 50% de nossa pecuária ainda é "pré-histórica", ou seja: sem controle ou aporte tecnológico ao tripé sanidade/genética/nutrição. Entretanto, é um cenário que está mudando aos poucos. Não há mais espaço para touros de produção duvidosa, escolhidos a olho. Para desempenhar o papel de reprodutor, o animal deve passar por uma malha fina que comprove sua produtividade. Falamos aqui das Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs), uma avaliação das características genéticas economicamente mais importantes à produção.

Antes, eram animais restritos ao meio científico ou a uma parcela mais elitizada de pecuaristas. Hoje, já é mais comum vê-los nos pequenos rebanhos. E para quem duvida, o retorno do investimento em genética avaliada acontece logo na primeira safra de bezerros, gerando um gado mais homogêneo, precoce, com melhor rendimento de carcaça e qualidade de carne. Eis aí um grande mercado ainda inexplorado. A carne brasileira ganha espaço no exterior, mas é porque forcemos um produto barato e não por ser mais macio e saboroso.

Veja por exemplo a famosa Cota Hilton, do mercado europeu, que remunera até três vezes mais por cortes nobres do quarto traseiro do novilho precoce. A fatia do Brasil é quase insignificante em volume e mesmo assim não somos capazes de atendê-la. A tão sonhada remuneração superior só virá a partir do momento que produzirmos animais com a qualidade necessária e em maior escala.

Independentemente de qualquer crise econômica, a população mundial vem crescendo desenfreadamente e é fato que toda ela precisará se alimentar. Imaginem a gigantesca população da China. Lá, o consumo per capta de carne bovina gira em torno de 5 quilos/habitante/ano, ao contrário do Brasil, onde essa média sobe para 28 quilos. Se eles apenas dobrassem o consumo, acabariam com a carne bovina do planeta inteiro. E mais: teríamos de vender arroba de bezerro aos invés de boi gordo.

Devemos apostar em uma pecuária cada vez mais produtiva e sustentável. Sou grande defensor do cruzamento industrial, por permitir a produção de carne superior em menos tempo. A técnica exige um pouco mais de investimento no manejo, mas os ganhos são compensadores, especialmente, no que se refere ao relacionamento com a indústria, que passa a enxergar os fornecedores com maior confiabilidade. Erros cometidos pelos pecuaristas no passado foram corrigidos e, atualmente, a carcaça do gado cruzado é cobiçada pelos frigoríficos, que pagam prêmios para obtê-la.

É também uma evolução que decorre das atuais biotecnologias reprodutivas. Em especial, a inseminação artificial convencional e em tempo fixo, com preços mais acessíveis. Um pecuarista com um rebanho de 100 fêmeas possui perfeitas condições financeiras para comprar um botijão de sêmen de touros provados por até R$ 3.000,00, os quais possibilitarão índices de fertilidade cada vez mais altos. Com apenas algumas semanas de treinamento, o próprio funcionário pode fazer a inseminação das vacas da propriedade.

Para adeptos da monta natural, também existem várias opções de touros avaliados, como os taurinos adaptados, que desempenham bem em regiões de clima quente e estão agradando pecuaristas brasileiros. Eles respondem à criação extensiva e produzem uma carne com a qualidade desejada.

A frase que intitula esse artigo era uma das preferidas de meu pai, um homem visionário e que levou o desenvolvimento à pecuária de Rondônia por meio do melhoramento genético. É por isso que enxergo  para o futuro, uma cadeia produtiva mais integrada e também uma participação mais atuante do Brasil em mercados de maior valor agregado, algo possível se enxergarmos as tecnologias e melhoramento genético com maior clareza.

*Ricardo Arantes é administrador de empresas e um dos proprietários da Agropecuária Nova Vida, fazenda com filial em Comodoro (MT)


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