quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Dorper Campo Verde, destaque na Dinheiro Rural

Na última semana, convidamos a jornalista Darlene Santiago e o fotógrafo Rafael Rupsel, da conceituada  revista Dinheiro Rural, para conhecer os projetos desenvolvidos pela Dorper Campo Verde, em Jarinu (SP), detentora da maior reserva genética das raças Dorper e White Dorper da linhagem sul-africana no Brasil, com mais de 5.000 embriões importados. Foram entrevistados o titular a propriedade, o empresário do ramo imobiliário Luis H. Silveita Pinto, e o gerente, Carlos Vilhena Vieira. Leia a matéria concedida com exclusividade na edição de fevereiro.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013


Gir Villefort oferta novilhas, bezerras e reprodutores Gir Leiteiro PO em leilão virtual
Empresário e conceituado selecionador de gado, Virgílio Villefort não para de surpreender. O ano mal começou, mas ele já traçou seu calendário de eventos em 2013, a começar pelo Leilão Virtual Top Leite Gir Villefort, agendado para 4 de fevereiro, às 20h15 (horário de Brasília), pelo AgroCanal. Para atender a crescente demanda pela raça, apartou 60 fêmeas, entre bezerras e novilhas, e mais 05 reprodutores de repasse.
O acesso à boa genética é uma característica marcante dos leilões Villefort, além de facilidades no pagamento, descontos especiais e comodidade no frete. Seu programa de seleção contempla animais adquiridos nos principais plantéis brasileiros, genética multiplicada a partir de acasalamentos dirigidos com os melhores reprodutores da atualidade, visando a produção de contemporâneos extremamente funcionais na criação extensiva.
SERVIÇO
Leilão Virtual Top Leite Novilhas e Reprodutores Gir Villefort
Data: 04 de fevereiro (segunda-feira)
Horário: 20h15
Em oferta: 60 fêmeas Gir Leiteiro PO, entre bezerras e novilhas, e 05 touros Gir Leiteiro PO para repasse
Transmissão: AgroCanal
Leiloeira: Nova Sat Leilões

Informações sobre formas de pagamentos, linhagens dos animais ou condições para acesso ao frete podem ser conferidas pelos telefone (31) 36271145.
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A saga do Senepol do Brasil


Este mês, janeiro, finalizamos um prazeroso trabalho para a Agropecuária Nova Vida, de Ariquemes (RO), que deixou sob nossa responsabilidade a missão de contar a história do gado Senepol no País. Depois de horas de relatos de Ricardo Arantes e João Arantes Neto, filhos do visionário pecuarista João Arantes Júnior, fundador da empresa,  descobrimos várias curiosidades que nunca foram antes contadas, como os contratempos no processo de importação dos primeiros animais, na escolha dos planteis e até mesmo quando o governo americano fez vista grossa para conseguir um avião para transportar os animais. Leia na íntegra,  acessando nosso arquivo digital:

http://www.youblisher.com/p/542587-FAZENDA-NOVA-VIDA-A-HISTORIA-DE-UM-PIONEIRO



"O melhoramento genético do rebanho só depende de você"
* Por Ricardo Arantes

Entre janeiro e dezembro de 2012,  as exportações de carne bovina renderam US$ 5.77 bilhões, com a comercialização de 1,224 milhão de toneladas. É um excelente desempenho e, ao mesmo tempo, reflete nossa competência na produção. Mas os números exponenciais não nos eximem da responsabilidade em investir um pouco mais na genética do plantel, que tanto contribui para esse cenário. Foi graças a ela que conseguimos reduzir o ciclo de abate de seis para três anos, dois ou até menos - em alguns casos específicos.

Estima-se que cerca de 50% de nossa pecuária ainda é "pré-histórica", ou seja: sem controle ou aporte tecnológico ao tripé sanidade/genética/nutrição. Entretanto, é um cenário que está mudando aos poucos. Não há mais espaço para touros de produção duvidosa, escolhidos a olho. Para desempenhar o papel de reprodutor, o animal deve passar por uma malha fina que comprove sua produtividade. Falamos aqui das Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs), uma avaliação das características genéticas economicamente mais importantes à produção.

Antes, eram animais restritos ao meio científico ou a uma parcela mais elitizada de pecuaristas. Hoje, já é mais comum vê-los nos pequenos rebanhos. E para quem duvida, o retorno do investimento em genética avaliada acontece logo na primeira safra de bezerros, gerando um gado mais homogêneo, precoce, com melhor rendimento de carcaça e qualidade de carne. Eis aí um grande mercado ainda inexplorado. A carne brasileira ganha espaço no exterior, mas é porque forcemos um produto barato e não por ser mais macio e saboroso.

Veja por exemplo a famosa Cota Hilton, do mercado europeu, que remunera até três vezes mais por cortes nobres do quarto traseiro do novilho precoce. A fatia do Brasil é quase insignificante em volume e mesmo assim não somos capazes de atendê-la. A tão sonhada remuneração superior só virá a partir do momento que produzirmos animais com a qualidade necessária e em maior escala.

Independentemente de qualquer crise econômica, a população mundial vem crescendo desenfreadamente e é fato que toda ela precisará se alimentar. Imaginem a gigantesca população da China. Lá, o consumo per capta de carne bovina gira em torno de 5 quilos/habitante/ano, ao contrário do Brasil, onde essa média sobe para 28 quilos. Se eles apenas dobrassem o consumo, acabariam com a carne bovina do planeta inteiro. E mais: teríamos de vender arroba de bezerro aos invés de boi gordo.

Devemos apostar em uma pecuária cada vez mais produtiva e sustentável. Sou grande defensor do cruzamento industrial, por permitir a produção de carne superior em menos tempo. A técnica exige um pouco mais de investimento no manejo, mas os ganhos são compensadores, especialmente, no que se refere ao relacionamento com a indústria, que passa a enxergar os fornecedores com maior confiabilidade. Erros cometidos pelos pecuaristas no passado foram corrigidos e, atualmente, a carcaça do gado cruzado é cobiçada pelos frigoríficos, que pagam prêmios para obtê-la.

É também uma evolução que decorre das atuais biotecnologias reprodutivas. Em especial, a inseminação artificial convencional e em tempo fixo, com preços mais acessíveis. Um pecuarista com um rebanho de 100 fêmeas possui perfeitas condições financeiras para comprar um botijão de sêmen de touros provados por até R$ 3.000,00, os quais possibilitarão índices de fertilidade cada vez mais altos. Com apenas algumas semanas de treinamento, o próprio funcionário pode fazer a inseminação das vacas da propriedade.

Para adeptos da monta natural, também existem várias opções de touros avaliados, como os taurinos adaptados, que desempenham bem em regiões de clima quente e estão agradando pecuaristas brasileiros. Eles respondem à criação extensiva e produzem uma carne com a qualidade desejada.

A frase que intitula esse artigo era uma das preferidas de meu pai, um homem visionário e que levou o desenvolvimento à pecuária de Rondônia por meio do melhoramento genético. É por isso que enxergo  para o futuro, uma cadeia produtiva mais integrada e também uma participação mais atuante do Brasil em mercados de maior valor agregado, algo possível se enxergarmos as tecnologias e melhoramento genético com maior clareza.

*Ricardo Arantes é administrador de empresas e um dos proprietários da Agropecuária Nova Vida, fazenda com filial em Comodoro (MT)


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