sábado, 23 de fevereiro de 2013


Quinto maior exportador, Rondônia investe mais na qualidade de carne bovina
Estado ainda é carente de boa genética, mas já apresenta avanços na precocidade do rebanho
As exportações brasileiras de carne bovina renderam exatos US$ 5.771.377, com a comercialização de 1,244 milhão de toneladas no ano passado. Com um rebanho superior a 12 milhões de cabeças, entre bovinos e bubalinos, Rondônia ocupa a quinta posição no ranking nacional, ficando atrás do Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso e São Paulo. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), o Estado exportou 92 mil toneladas de carne bovina, crescendo 84% em comparação ao ano anterior, quando 49.949 toneladas foram destinadas ao mercado externo. O faturamento saltou quase na mesma proporção, saindo de US$ 211.695 milhões para US$ 384.420 milhões.
Na visão do economista e pecuarista João Arantes Neto, um dos proprietários da Agropecuária Nova Vida, sediada em Ariquemes (RO), a atividades deu um salto importante na última década, principalmente, em relação ao melhoramento genético do gado e à mudança de comportamento do produtor rural, que passa a investir mais em sanidade, nutrição, melhoramento genético e outras tecnologias. "Antes, Rondônia enfrentava problemas sanitários como as clostridioses e a raiva bovina, e os animais eram muito tardios e com baixo rendimento de carcaça. Isso se explica pelo fato de ser um Estado com abertura recente para a pecuária, a qual hoje se tornou uma de suas principais atividades econômicas, assim como vem ocorrendo com a agricultura", explica.
A-pesar da ascensão, o caminho a ser percorrido parece ser um pouco longo. Rondônia conta com poucos fornecedores de genética bovina qualificada, fator que pode limitar o processo de evolução da atividade pecuária. Mesmo havendo predominância de pequenos e médios pecuaristas, a oferta de animais “melhorados” ainda é restrita, atendendo apenas a uma pequena parcela da demanda.
João Arantes Neto diz que sua propriedade é pioneira na implantação do melhoramento genético em Rondônia e líder na comercialização de touros avaliados, com um plantel equiparável às melhores fazendas brasileiras. Desde 1997 comercializa cerca de 2.000 touros por ano, volume que, segundo ele, parece ser impressionante, mas que apenas “arranha” o potencial do mercado. "Esse cenário, aos poucos, vêm mudando, com o surgimento de fazendas apostando na formação de planteis puros e na seleção genética", explica.
Mesmo com essa carência genética, é fato que a qualidade do rebanho rondoniense evoluiu nos últimos anos. Rogério Couto Lima, gerente de compra de gado do JBS, em Vilhena (RO), grupo com maior presença no Estado, enxerga essa melhora, com base nos abates realizados. "Era comum abatermos uma vacada tardia, de nove ou dez anos. Hoje, já recebemos lotes mais precoces, de dois ou três anos, e uma vacada de até cinco anos, que foi descartada por questões de fertilidade", afirma. O JBS conta com plantas em Ariquemes, Vilhena, Porto Velho, São Miguel do Guaporé e Pimenta Bueno, respondendo por aproximadamente 4.000 abates/dia.
Pecuária rondoniense
Rondônia faz fronteira com os estados do Amazonas, Mato Grosso, Acre e também com a Bolívia. Sua população possui em torno de 1.562.409 habitantes, distribuídos em 52 municípios. Tem no agronegócio a principal fonte de renda, com destaque à pecuária, na qual predomina o gado de corte, que representa 70% do total efetivo.
Tornou-se exportador de carne bovina em 2003, quando conquistou status de área livre de febre aftosa com vacinação e é apontado como terra de grandes oportunidades no agronegócio, pela qualidade do solo, custos de produção mais competitivos, logística e clima diferenciado, pelo curto período de seca. Seus produtos são competitivos e a remuneração pela carne tornou-se mais equilibrada, quase não havendo diferenciação às demais praças.
Segundo apuração da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), baseada em campanhas oficiais de vacinação contra febre aftosa entre os anos de 2007 e 2011, o crescimento da atividade em efetivo praticamente manteve-se estável no período. O número de propriedades rurais com bovídeos saltou de 82.104 para 82.700, enquanto o rebanho efetivo cresceu de 11.012.911 para apenas 12.074.363. "Houve recuo no volume de propriedades, tendência não obervada em 2011 e 2012, que apresentaram discreto aumento, em relação aos anos anteriores", explica Augusto Fernandes Neto, diretor executivo da entidade.
O levantamento aponta também a vocação de Rondônia para a produção em minilatifúndios, onde predominam pequenos rebanhos. Cerca de 2/3 das propriedades com bovídeos concentram 100 reses cada e, em cada dez rebanhos, nove apresentam 300 cabeças ou menos. Oitenta por cento das propriedades são constituídas por terras inferiores a 100 hectares. "Ressalto que esses não são dados estatísticos oficias. Foram calculados por meio de declarações feitas pelos próprios produtores em relação às campanhas de vacinação", esclarece Fernandes Neto.
Somente no ano passado 1.804.768 abates ocorreram nas 16 plantas ativas homologadas pelo SIF (Serviço de Inspeção Federal) e 65.323 em estabelecimentos com SIE (Serviço de Inspeção Estadual). "No total, são 11 frigoríficos exportadores", afirma Tony Tenório, fiscal do Idaron, ressaltando que os abates nos frigoríficos com SIF são aproximados, baseados no número de GTAs (Guia de Trânsito Animal) emitidas.
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


PECUÁRIA DE CORTE
Maior evento da pecuária mundial chega a 13ª edição
Esse é o Megaleilão 10.013 da Estância Bahia, que ocorre em três etapas, assim como no ano passado.
Indicado entre os 100 empreendedores mais influentes do agronegócio brasileiro, Maurício Tonhá, do Grupo Estância Bahia, já preparou tudo para seu tradicional megaleilão de gado, o maior da pecuária mundial. O Megaleilão 10.013 da Estância Baia ocorrerá em três etapas, a começar por Água Boa/ MT, no dia 20 de abril. No dia 12 de maio, o circuito se estende para Britânia/GO, e no dia 18 retorna para Mato Grosso, só que na capital Cuiabá. Os pregões ocorrem a partir das 12h, com transmissão pelo Canal Terraviva.
Como de praxe, a meta é leiloar 10.013 bovinos de cria, recria e engorda em cada uma das etapas, mas a possibilidade de novos recordes não está descartada. Balanço das edições anteriores mostram superações consecutivas, com volume quase quatro vezes maior que o anunciado. "Poderíamos vender até dez vezes mais e, mesmo assim, seria um número insignificante, pelo tamanho e força de nossa pecuária. Se esses recordes ocorreram foi porque cada vez mais pecuaristas decidiram participar dessa história", explica.
No ano passado, por exemplo, a etapa de Água Boa, onde é vendida a maior quantidade, 40.941 foram apregoados em pouco mais de sete horas, 230 a mais que em 2011. Mesmo não havendo recordes individuais, um crescimento é esperado com a extensão do circuito para Britânia/GO. O leilão será promovido no recinto Lago dos Tigres, em parceria com a Associação dos Produtores do Vale do Araguaia (Aprova), formada por mais de 100 pecuaristas. "Novamente essa grande vitrine evidenciará uma das pecuárias mais produtivas e tecnificadas do Brasil", diz Marcelo Marcondes, presidente da entidade.
Como de costume, pela sétima vez, Cuiabá, a capital mato-grossense, encerará a temporada, reunindo animais de aproximadamente 50 fazendas e os principais confinadores do Estado. Na edição de 2012, cerca de 1.500 pecuaristas prestigiaram o evento e mais de 24 mil bois foram negociados, 1.175 a mais que em 2011.
Totalizando todas as etapas, o último circuito recebeu mais de 4.000 pessoas, entre empresários, pecuaristas e políticos. Quase 72 mil animais foram ofertados, movimentando mais de R$ 60 milhões.
História de sucesso – A primeira edição do Mega Leilão aconteceu em 2001, em comemoração aos 10 anos de atividade da Estância Bahia nos leilões rurais. Maurício Tonhá relembra que naquele ano anunciou a realização de um pregão com 10.000 animais, sendo até chamado de “picareta” por um criador. Em resposta, disse: “Se você não acredita, faço questão de fretar um avião para que você possa assistir ao evento. E digo mais, agora não serão dez mil animais e, sim, 10.001”.
O desejo em superar a marca resultou em nada menos que 12.861 animais comercializados e, de lá para cá, os números exponenciais não pararam de crescer. A cada ano um novo recorde surgia e, ao mesmo tempo, aumentava o desejo dos pecuaristas em fazer parte dessa história. Hoje, além de realizar os maiores leilões do planeta, a Estância Bahia detém um moderno sistema de armazenagem de grãos, investe na criação de alevinos, presta serviços na produção e colheita de silagem, . Possui até um programa de TV na grade do Terraviva: a Central de Negócios.
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www.estanchabahia.com.br

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